Sexto episódio do APMCast traz conteúdo sobre cursinhos para residência médica
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Sexto episódio do APMCast traz conteúdo sobre cursinhos para residência médica

Apesar de ser possível passar em uma boa residência médica sem ajuda, apenas com o conteúdo aprendido na graduação, poucos se arriscam a tentá-lo. Boa parte dos estudantes e recém-formados em Medicina têm optado por iniciar os cursinhos ainda nos últimos períodos da faculdade ou logo que se formam, normalmente conciliando com os primeiros plantões.

E para falar sobre o tema, indicar como se preparar e destacar de que forma é possível manter o foco diante dos inúmeros desafios dessa etapa, o APMCast da última quinta-feira, 29 de maio, recebeu o médico e diretor de Produtos do Grupo Primum Educacional, Gustavo Scaramuzza.

Ele compara a prova de residência a uma maratona, em que é preciso foco, treinamentos diários e consistência. “Tem que conseguir se dedicar de uma forma que não precisa ser irreal, por meio de um plano que respeite a rotina e que consiga manter a constância. Isso faz com que a pessoa consiga fazer pequenas correções de rota e tenha foco nas provas e nas bancas.”

Scaramuzza explica que, muitas vezes, os resultados obtidos por meio do cursinho podem não ser observador pelo aluno que irá prestar a prova, mas sim da validação de pessoas que estão ao redor e que observam o progresso. “Ele começa a ter aquela aprovação e, no final, o que vemos é que a pessoa realmente está confiando no processo. Assim, ela ganha resultados em simulados e em performance.”

Tecnologia

O diretor da Primum demonstra que na instituição são utilizados algoritmos para entregar diferentes conteúdos de acordo com o que é mais relevante para cada aluno. Por exemplo, se há dificuldades em clínica médica, são recebidas questões que validam o desempenho, começando em um nível mais baixo, que é repetido diversas vezes e, à medida que vai ganhando evolução, o grau de dificuldade aumenta gradativamente.

Para ele, isso ajuda a expandir o conhecimento e melhorar o desempenho. ”O feedback positivo nos ajuda a continuar tentando e uma vez que eu faço isso, vou fracionando o meu nível de dificuldade para cima. O que vejo é que se um aluno foi para baixo e diminuiu o desempenho dele, então eu diminuo a questão, em termos de nível de dificuldade, para trazê-lo de volta, mas sempre com a intenção de elevá-lo.”

No entanto, apesar de todos os recursos tecnológicos à disposição, na opinião do entrevistado a única maneira de fazer um médico aprender, de fato, é à beira do leito. “Nós aprendemos Medicina atendendo gente. Não tem outra forma, não há inteligência artificial no mundo que consiga trazer essa conexão de Ciência e Arte que é a Medicina. Acho que o papel da graduação, além de passar as bases conceituais médicas, é garantir que nossos profissionais sejam mais bem capacitados para atender.”

Direcionamento

Gustavo Scaramuzza reforça que o Princípio de Pareto (ou regra dos 80/20) é uma das formas mais utilizadas em sua metodologia de aprendizado preparatório, pois contribui para entender que a grande maioria das situações representam a minoria das causas. “Se a gente consegue fazer o aluno aprender melhor e ensinar coisas que são relevantes ao longo de sua prática médica, já são dois pilares que sustentariam melhor a formação.”

O entrevistado também define que entender o processo das provas e ter direcionamento não apenas sobre os temas, mas também sobre quem as constrói, ajudam a obter um bom resultado. “Se olhamos historicamente, conseguimos entender o jeito que as questões são cobradas.”

O especialista também abordou a questão do Exame Nacional de Proficiência em Medicina, tema que vem ganhando destaque em todo País. De acordo com ele, em termos do que seria um profissional de qualidade, o melhor é aquele que consegue validar a formação para, assim, entregar um médico mais capacitado para a população.

Por fim, complementa que a aplicação do teste do progresso seria uma maneira efetiva de avaliar os profissionais para colocar aqueles com as melhores aptidões no mercado de trabalho. “Acho que é importante que esse teste seja dividido, porque esses dados chegam de uma maneira mais refinada. Afinal, é um curso de seis anos. Dividindo os dados, conseguimos aperfeiçoar o nosso modelo de formação. Acho que a grande preocupação não é mais em formar médicos, mas sim, formar bons médicos”, conclui.

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